Lixo no Lixo

Olá, meus queridos!!!

Como é bom falar da nossa casa interior! Como nós aprendemos a nos conhecer melhor quando paramos para pensar um pouquinho em nós mesmos!!

Você já parou para pensar como sua casa interior é grande?! Parece até uma mansão! Por isso devemos sempre estar atentos a ela, pois são muitos cômodos, e cada um tem sua importância especial. Você tem que cuidar de cada cômodo bem direitinho, para que nenhum deles fique empoeirado, sujo, encardido e feio.
Bem, hoje vamos pensar e meditar sobre um cômodo muito legal, mas que às vezes não ligamos para ele. Sabe qual é? Não!! Pois é o banheiro.
O que se pode falar sobre esse cômodo? É o lugar de limpeza, onde tudo que não serve mais para o nosso corpo é aí jogado fora; é também onde vamos para deixar os dentes e o corpo limpinhos. Ah, também nesse cômodo deixamos as nossas roupas sujas para serem lavadas.
Apesar de ser um lugar de jogar sujeira fora, deve ser um lugar muito limpo, agradável e por que não, cheiroso? É um lugar do qual se deve cuidar com muito carinho, pois é importante para a nossa saúde. E aí, já havia pensado no seu banheiro dessa forma? Pois é bom pensar!!
E o nosso banheiro interior como é, ou o que é? Esquisito não é, pensar que você e eu temos um banheiro interior! Mas é a pura verdade.

Bem, esse é o lugar dentro de você que é usado para se desfazer de tudo aquilo que não lhe serve mais: as suas mágoas, seus rancores, ressentimentos, dependências, vícios, mau humor, ciúmes, inveja, xingamentos, julgamentos, irresponsabilidades, fofocas, emburros, manhas, malícias, traumas… e tantas outras coisa que não são nada proveitosas para sua vida. Tudo isso é sujeira que tem que ser jogada fora, que não faz bem a você e nem àqueles que convivem com você.
Este cômodo interior se chama subconsciente, onde a nossa mente e nosso “coração” jogam todas estas coisas... é um reservatório de coisas ruins, ou seja, uma lixeira... mas também é um reservatório de coisas boas, onde são guardadas nossas lembranças positivas. Pois no banheiro também nos embelezamos, nos olhamos no espelho e guardamos perfumes, cremes, pastas de dente, sabonete etc.
Poderíamos dizer que é um arquivo com muitas fichinhas brancas e pretas; nas brancas o cérebro escreve as coisas boas, e nas pretas ele escreve as coisas ruins.

Dependendo dos acontecimentos da nossa vida, às vezes tiramos algumas fichinhas pretas e apresentamos para as pessoas que convivemos e aí é aquele estrago, pois mostramos uma ficha que teria que estar no lixo totalmente destruída. JÁ VOU TE CONTAR COMO FAZER PARA DESTRUIR ESTAS FICHAS PRETAS, CERTO? Mas muitas vezes nos relacionamos com os nossos irmãos, ou colegas, ou até mesmo com nossos pais com estas fichas de mau humor, mágoa, vingança e muitas outras que estragam completamente a nossa vida.
Seria a mesma coisa que ir ao banheiro da nossa casa e guardar em algumas caixinhas tudo que fazemos lá, e então começássemos a distribuir para os nossos amigos, pais, etc. Não seria nada agradável, concorda comigo? Guardamos e presenteamos o que vale a pena, o que precisa ser jogado fora, temos a responsabilidade de assim fazer.
Uma vez ouvi uma história que me ensinou muito e tem muito a ver com essa meditação.

“Tudo aconteceu numa escola, ou melhor, na sala de aula da professora Dona Elisa. Era uma classe de 4ª série e as crianças eram falantes e muito dispersas. Às vezes brigavam, falavam mau uns dos outros, mas também em outros momentos eram muito amigos e companheiros.
Já estava no final do ano, novembro, e Dona Elisa resolveu fazer uma dinâmica com os meninos da classe. Deu uma folha de papel para cada um, e pediu que escrevessem o nome de todos os colegas da classe, um debaixo do outro. Depois pediu que na frente de cada nome colocassem uma qualidade do colega. Todos fizeram. Logo que terminaram, ela recolheu as folhas escritas, levando-as para casa para fazer uma tabulação, isto é, separou tudo os que todos os colegas tinham escrito sobre cada aluno. Em outras folhas de papel colocou todas as qualidades de cada um.
No dia seguinte, na última aula, disse aos alunos: Tenho uma surpresa para vocês!
E deu para cada um uma folha de papel que continha as qualidades que os outros colegas tinham escrito sobre ele. Era uma lista enorme de qualidades que cada um recebeu. Os alunos ficaram surpresos, pois não sabiam que tinham tantas qualidades assim.
Logo bateu o sinal, foram todos embora e a professora ficou sem saber direito se tinham gostado ou não da surpresa.
Bem, o ano acabou e seus alunos mudaram de classe e nunca mais se falou sobre o papel das qualidades.
Os anos se passaram, até que D. Elisa recebeu um telefonema muito triste. Era um pai de um daqueles meninos daquela 4a série que ligava dizendo que seu filho, Carlinhos, tinha se alistado no exército e fora convocado para um combate, onde faleceu numa explosão. E que fazia questão da sua presença no enterro do filho, pois junto com os pertences que foram entregues à família havia um papel, velhinho e um pouco rasgado, guardado em sua carteira. Era uma lista de qualidades, aquela que a professora deu a toda a classe quando fez a 4ª série .
D. Elisa chorou, pois percebeu, depois de muitos anos, a importância daquele dia na escola. Foi ao enterro, e qual não foi a sua maior surpresa, quando encontrou lá a maioria daqueles alunos da 4a série, e soube que cada um guardava consigo aquele papel com tantas qualidades.
Foi um dia muito especial, que ficou guardado na vida de cada aluno dessa 4a série e da professora Elisa”.

Que linda história não é mesmo?! Mas você deve estar pensando, o que esta história tem a ver com a nossa meditação? Muita coisa!!
Ela mostra que o que deve ficar com você são somente os sentimentos e as coisas boas, que animam, alegram, lhe deixam feliz. A tristeza, chateação, a raiva, a mágoa, a irritação, etc., deve-se jogar no lixo. São sujeiras que atrapalham a sua vida.
Ah, aí vem uma “dicazinha”. Você já ouviu falar do Espírito Santo? Pois é Ele quem vai ajudá-lo e lhe mostrar suas qualidades, vai enchê-lo com Seu amor, Sua alegria, Sua bondade, lhe ajudando a jogar fora, no lixo, aquilo que lhe atrapalha, lhe prejudica, lhe entristece. Só Ele pode ajudá-lo a se desfazer completamente destas fichas pretas que tanto atrapalham a sua vida.
E sabe como Ele lhe mostrará tudo isso? Através da suas orações, da leitura da Palavra de Deus, da Eucaristia (se você já fez Primeira Comunhão), da Confissão, da Missa; mas também por meio de seus pais, professores, catequistas e pessoas que você ama e que também o amam.
Peça hoje mesmo para o Espírito Santo lhe revelar todas as fichinhas pretas que estão guardadas e até ocupando o lugar de outras fichas que são boas. E uma vez descoberto isto tudo, peça ajuda para aquela pessoa em que você confia ou para o sacerdote da sua paróquia.
Deus é misericordioso e nunca falhará com você!! Principalmente se você tiver dificuldade em se desfazer daquilo que não lhe faz bem. Ele, muitas vezes, é o único que poderá remover da sua vida o que é desnecessário, curar as feridas deixadas pelas pessoas e por você mesmo e até mesmo purificar aquilo que está cheirando mal.
Seja simples e acolhedor com a ajuda das pessoas e super-acolhedor com a Graça e Misericórdia de Deus!! E então será feliz!!!
Que Deus o abençoe!!


Denize Simões Ferreira (Diocese de Franca/SP).

Caim e Abel (Gênesis 4)

Adão e Eva foram viver longe do Jardim do Éden por terem desobedecido a Deus Algum tempo depois, tiveram dois filhos, Caim e Abel.
Os dois meninos cresceram. Caim cultivava a terra, e Abel se tornou pastor de ovelhas.
Depois de muito trabalho, Caim ofereceu a Deus os frutos do seu plantio. Já Abel ofereceu as primeiras ovelhas que nasceram em seu rebanho. Deus, que conhece o coração de cada um, gostou da oferta de Abel, que era justo, e não gostou muito da oferta de Caim.
Caim ficou muito bravo e triste por Deus ter gostado mais da oferta de seu irmão Abel do que da sua. Então Caim, cheio de raiva no coração, chamou Abel para ir ao campo e resolveu mata-lo.
Deus se entristeceu com Caim por causa da morte de Abel. Então Caim, se sentindo culpado pelo que havia feito, resolveu viver para sempre escondido de Deus em uma cidade que ele construiu. Caim e sua esposa tiveram um filho, que chamaram de Henoc.